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Para sua primeira individual, o designer Paulo Goldstein,  conhecido por seu trabalho no campo do design conceitual, evolui o discurso do conserto  e resignificação de objetos encontrados ao acaso para explorar um elemento ainda mais primordial em seu trabalho: a forma.

O designer repensa os motivos do seu interesse por determinados objetos, tanto icônicos como banais, atribuindo à esse aspecto estético o motivo de maior fascínio. Tal resolução levou à um intenso processo de garimpo e pesquisa por elementos e peças com poder de atração suficiente para dispertar seu olhar criativo, mesmo que ainda sem uso ou transformação definidos. 

For his first individual, the designer Paulo Goldstein, known for his work in the field of conceptual design, evolves the discourse of repairing and reframing objects found at random to explore an even more primordial element in his work: form.

The designer rethinks the motives of his interest in certain objects, both iconic and banal, attributing to this aesthetic aspect the motif of greater fascination. Such resolution has led to an intense process of prospecting and searching for elements and pieces with enough attraction power to awaken his creative eye, even if still without definite use or transformation.

Relógio colateral

Intitulada “Colateral – exercícios de forma”, a exposição justamente aborda esse aspecto de seu processo criativo – a constante prática da investigação e inventividade para transformar normas, mecanismos e funções a partir do encantamento pelo objeto. O resultado é tão importante quanto o próprio exercício, essa inquietude que o move.

A escolha das formas trabalhadas na exposição não segue a lógica pura da geometria Euclidiana - do cubo, do cilíndro, da esféra ou da pirâmide - não se trata de uma busca logaritma. Muito menos suas reverberações etimológicas mais complexas, como é o caso dos emblemáticos artigos realizados por Bruno Munari entre os anos 60 e 70, entitulados Circle, Square e Triangle, em que o designer italiano atribui a cada forma uma qualidade. Aqui a etapa é ainda anterior, mais urgente e intuitiva, uma reação à primeira impressão.

Mesa colateral

A exposição apresenta um conjunto de 6 novas criações que partem de formas conhecidas, como o encosto de uma cadeira Thonet ou o assento de uma Saarinen, para transformá-las em algo completamente novo - “a ideia desse projeto é explorar um design não intencional, sendo o design das peças criadas por mim um resultado colateral das formas que me atraem”, explica Paulo.

Todas as formas encontradas se transformam em novas peças, como luminária, mesa de apoio, espelho, gaveteiro e até mesmo uma mochila e um relógio. Nelas, o elemento primordial é a forma original que inspira a criação, evidenciada pela cor preta, ao qual elementos pontuais em latão e madeira se agrupam para comportar a nova função, algo bastante simbólico de suas criações anteriores.

Espelho collateral

Essas formas originais encontradas por Paulo são ainda reverenciadas pela construção de uma grande escultura fruto da sobreposição das mesmas, também em preto, representando o próprio traço ou a pureza do pensamento plástico. Através desse elemento o designer alcança uma interessante perspectiva poética das formas e incorpora elementos do movimento readymade, cunhado por Marcel Duchamp, para dar toques surrealistas ao seu ato de fazer.

Curadoria: Bruno Simões

Mochila colateral

Amarinho colateral

Entitled "Collateral - Form Exercises," the exposition rightly addresses this aspect of its creative process - the constant practice of research and inventiveness to transform norms, mechanisms, and functions from the incantation of the object. The result is as important as the exercise itself, that restlessness that moves you.

The choice of forms worked in the exhibition does not follow the pure logic of Euclidean geometry - the cube, the cylindrical, the spheres, or the pyramid - is not a logarithmic quest. Let alone their more etymological reverberations, such as the emblematic articles by Bruno Munari between the 60s and 70s, entitled Circle, Square and Triangle, in which the Italian designer attributes each form a quality. Here the step is still earlier, more urgent and intuitive, a reaction to the first impression.

Luminária colateral

The exhibition features a collection of 6 new creations that depart from known ways, such as the back of a Thonet chair or the seat of a Saarinen, to turn them into something completely new - "the idea of ​​this project is to explore an unintentional design, being the design of the pieces created by me a collateral result of the forms that attract me", explains Paulo.

All the forms found are transformed into new pieces, such as a lamp, support table, mirror, drawer and even a backpack and a watch. In them, the primordial element is the original form that inspires the creation, evidenced by the black color, to which punctual elements in brass and wood are grouped to behave the new function, something quite symbolic of its previous creations.

Tótem collateral

These original forms found by Paul are still revered by the construction of a great sculpture fruit of their overlap, also in black, representing the very trace or purity of plastic thought. Through this element the designer reaches an interesting poetic perspective of the forms and incorporates elements of the readymade movement, coined by Marcel Duchamp, to give surrealistic touches to his act of making.

Curatorship: Bruno Simões

PROCESS

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coleção colateral

 
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